Capitulo 9 - Novo Romance e Lobo mal.
Laurent PDV
Irinia é totalmente encantadora. Espero não estar sendo incomodo ou precipitado. Será que ela acompanhou-me simplesmente por educação. Se sim, porque ela aceitou meu convite de caçar tão rápida e animadamente?
- Estou adorando esse lugar, é totalmente encantador! – disse ela enquanto pulávamos para o ponto mais alto da grande rocha. Meu local favorito para meditar – Já trousse alguém aqui? – ela perguntou-me meio receosa.
- Não, - respondi sinceramente – sempre venho para ficar um pouco mais... Tranqüilo. Trabalhar em um hospital e ter tantos vampiros em casa às vezes me deixa sobrecarregado, tenho de fingir em todo lugar ser o tutor de Alec. Já James e Vic fingem serem os pais biológicos de Jane e Bella. Mas, me fale sobre você. – lhe pedi.
Eu estava falando muito, e queria saber mais sobre ela, seus costumes, suas preferências, tudo. Eu estava ficando viciado por qualquer movimento dela.
- Hummm, - ela pensou – Bom, Katrina e eu somos irmãs biológicas, fomos transformadas há uns 300 anos, eu acho. Por um vampiro que estava muito fraco e faminto, ele não tinha forças nem para manter-se em pé, me mordeu e bebeu pouquíssimo do meu sangue, mas quase matou Kate, a transformação dela demorou três dias, enquanto a mim apenas dois.
- Sabe o nome desse vampiro? – eu queria saber o nome do maldito que eu odiaria pelo resto da eternidade e destruiria se um dia o encontrasse. Não que eu não estivesse feliz por Irinia estar ao meu lado, mas aquele vampiro tirou sua humanidade, simplesmente para saciar sua maldita sede de sangue humano.
- Sim – ela respondeu – seu nome era Mort Rainer e ele encontrou-se com sua companheira na manhã em que a transformação de Kate estava completa.
- Quando você diz ‘era’ quer dizer... – eu disse, mas ela suspirou alto e com certa compaixão.
- Ficamos com muita raiva, Kate ‘cuidou’ da esposa e eu de Mort, depois fugimos para a floresta, não queríamos ter uma vida de assassinas e com certeza se ficássemos na cidade, próximas aos humanos, seria difícil nos segurar. Enquanto corríamos para o mais longe possível, encontramos Carlisle. Na verdade trombamos com ele, um esbarrão daqueles de arrancar a grama e estourar os tímpanos humanos. – rimos disso juntos e sua risada era tão linda que me fez pensar que essa é exatamente a risada de um anjo – uma clareira formou-se no local do encontro, quase desmontamos Carlisle com nossa força de recém-criadas – rimos novamente, realmente era muito engraçado. – nos juntamos a ele e 130 anos depois encontramos Esme, ela ainda era humana. Carlisle apaixonou-se perdidamente por ela. Mas ela estava noiva contra a própria vontade e odiava seu noivo por ele saber que ela não o amava e mesmo assim seguiria com os planos de casamento. Carlisle trabalhava no pequeno hospital local, na emergência, Kate e eu, bom, nós tentamos ser enfermeiras, mas a tentação era grande, e resolvemos ficar mais uma semana no Texas. Carlisle não queria interferir na vida de Esme, queria que ela tivesse filhos, e continuasse sua vida, humana e feliz. Naquela mesma semana o casamento dela foi anunciado no jornal local. Ele não quis nem sair do próprio quarto, ele a amava, e jurou deixá-la viver sua humanidade.
- Como ela tornou-se uma de nós? – eu disse baixo como um sussurro, “que historia fantástica você viveu” – eu pensei.
- Foi incrivelmente triste, Esme entrou em depressão. Seus pais não a ouviam quando ela recusava casar-se. Então fingindo aceitar tudo, Esme disse a seus pais que iria comprar mais flores para o casamento, já que as criadas de sua casa tinham cuidado do resto, o pai dela desconfiou que ela fugisse e mandou duas criadas junto a ela. Naquele dia Kate conseguiu tirar Carlisle do quarto e o levamos para caçar. Depois de algumas horas estávamos voltando quando ouvimos alguém gritando ao longe, próximo ao penhasco. Eram as criadas, que pediam socorro, Esme jogou-se do penhasco, que não era alto em comparação aos outros mais distantes. Ela sangrava muito e ele teve medo de que ou eu ou Kate não conseguíssemos nos conter. Mas não saímos do seu lado. As criadas não nos viram carregar Esme para longe, até nossa casa. Ele a colocou na mesa de jantar, que servia apenas como enfeite e pediu que o segurássemos caso ele não parasse.
- Incrível! – eu ofeguei. Eu conseguia imaginar como foi difícil para ele transformar a quem tanto amava. Eu não amava Bella como Carlisle a Esme. Com Bella era com se fosse minha filha, mas também a amava do meu modo.
- Pouco tempo depois, ele teve que repetir o mesmo com Edward. Não estávamos com ele, Kate queria deixar o casal sozinho, e quando voltamos da Rússia cinco anos depois, havia um jovem vampiro com olhos já dourados em nossa nova casa no Canadá. – ela parou e olhou-me carinhosamente – Depois vieram Carmen e Eleazar, eles viviam na Itália com os Volturi, Eleazar consegue sentir que tipo de poder alguém pode ter, sendo vampiro ou não. E Carmen também, mas o poder dela limitasse aos vampiros. Dez anos depois de unirem-se a nós, estávamos no Alaska e quando Carmen, Esme, Kate e eu saímos numa caçada de garota, encontramos dois vampiros loirinhos discutindo horrores.
#Flash back do encontro#
- Jasper seu cabeça de vento! – esbravejou a vampira loira.
- Rose, não seja mal agradecida, - defendeu-se o loirinho – foi você quem disse pra guardar um ou dois pra você!
– Quando eu disse para guardar um urso pra mim, era apenas um modo de falar. Não devia ter matado três ursos.
- Porque você tem que ser ‘ The Drama Queen’? Que saco, eu é que não vou beber o sangue dele, já estou bem satisfeito com as duas raposas.
- Não vou beber sangue frio e morto! – ela bateu o pé.
Saímos detrás das moitas, e eles logo pararam de discutir.
- Olá! – Carmen os saudou. – Somos as Cullen: sou Carmen, essas são Katrina, Esme e Irinia. Somos novas aqui.
- Oi. – saudou-nos ele – Sou Jasper e essa é minha irritante irmã Rosalie Hale. – ele riu, o que deixou Rosalie irritada.
Ela abaixou-se e pegou um grande punhado de neve. Fez uma bola, que em sua mão gélida de vampira, transformou-se numa bola de gelo. Que foi arremessada certeiramente em Jasper.
- Está aí, o quão irritante eu sou Jazz. – ela riu e nós também.
Ele devolveu na mesma moeda lhe jogando outra bola de gelo, mas a bola não atingiu Rose, e sim Kate, que sorriu maliciosamente para ele.
- Sinto muito, não queira acertá-la – ele parecia com medo de que atacássemos.
- Tudo bem Jasper, - disse Kate abaixando-se e formando uma bola de gelo. – eu posso lhe devolver o favor?
- Que? – seu rosto ficou meio confuso, confusão essa que sumiu quando ela levantou a bola de gelo, e arremessou propositalmente em Esme.
- Ei! Porque em mim? – ela também fez uma bola de neve e disse – Se é guerra que você quer...!
Lançou a bola, mais Kate abaixou-se e a bola quase me acertou.
Então.
– Guerra de neve! – eu gritei.
E todos abaixamo-nos e fizemos bolas de gelo, depois corremos para nos esconder nas árvores e grandes arbustos. Passamos horas assim.
#Fim do flash back#
- Hahaha! – eu gargalhei com a história – Que modo mais original de fazer amigos! – eu disse entre o riso.
- Foi muito divertido, até que Edward, Carlisle e Eleazar foram saber o porquê de tanta demora. Eleazar ganhou uma bola de gelo na cara, pois riamos muito e uma bola acertou a perna de Carmen e ela gritou de surpresa, ele entrou em um pulo, de dentro das arvores maiores, e derrubou Jasper no chão, o imobilizando. Até explicarmos tudo aos rapazes, Jasper já havia sido preso pelos braços de Edward e Carlisle, que ficaram surpresos por todas as garotas estarem praticamente implorando para que soltassem o pobre rapaz, já Rosálie ria horrores da situação que era realmente cômica.
- hahaha! Hilário, eu devo dizer. Realmente hilário. – eu a corrigi.
- Só que mais simples foram Alice e Emmett, ela teve uma visão e encontrou Em no caminho, eles já eram vampiros e viviam de forma diferente, pois não conheciam nosso estilo de vida. Ela contou sobre nossa família‘vegetariana’ e logo os dois vampiros menos semelhantes desse planeta, estavam batendo em nossa porta. Uma garota minúscula, tamanho PP, e um rapaz enorme tamanho extragrande. Ela tem visões do futuro e ele uma força anormal até mesmo para um vampiro. Jasper apaixonou-se pela pequena assim que a viu e ela correspondeu a cada sentimento dele. Rose e Em também, mas não a primeira vista. Ele teve muito trabalho para conquistá-la. Ela nunca dá o braço a torcer, mas uma vez Edward disse-me que tudo não passava de feminismo e uma pontada de orgulho, que ela o queria desde o momento que ele entrou em nossas vidas.
Então, enquanto processava tudo isso em minha mente, o lindo sol foi surgindo. Alice estava certa, faria sol demais para vampiros andarem a luz do dia.
Olhei para Irinia e ela estava deslumbrante. Seu brilho apagava qualquer coisa que ousasse ser mais belo.
Ela abril os olhos fitando-me carinhosamente, depois sorriu largamente dizendo – Você fica mais que encantador na luz do sol. – não preciso dizer que isso me fez ganhar o dia, preciso?
- Eu? – perguntei incrédulo – por um causo já se olhou no espelho Senhorita? – ela sorriu abertamente - Esta deslumbrante Irinia! Simplesmente encantadora.
Ela baixou um pouco o rosto, meio envergonhada. Mas envergonhada de que? Sua beleza é digna de um monumento em sua homenagem!
Estávamos sentados ao sol um em frente ao outro, meu brilho era diferente do dela, era avermelhado como um rubi, mesmo assim, belo.
Queria ver seus olhos, levantei seu queixo com meu dedo indicador, e ela olhou-me por baixo dos seus grandes cílios.
Não reparei antes que estávamos tão próximos, involuntariamente, diminui um pouco mais o espaço e ela não se afastou, pelo contrario, colocou sua mão em meu pescoço e levantou-se lentamente aos poucos para seus joelhos e se aproximou mais ainda de mim. A distancia agora era mínima, o que não durou um segundo sequer, pois levantei também aos meus joelhos e a beijei.
Ela poderia recusar-me se quisesse, pois não a prendi a mim, apenas deixei meu dedo em seu queixo enquanto a beijava docemente.
Mas ela não recusou, para meu total contentamento, ela correspondeu prontamente. Tornamo-nos a cada beijo, mais sedentos, ela mordiscou meu lábio inferior e isso foi tudo que precisei para prosseguir.
Enrolei meus braços em sua cintura fina e ela colocou as duas mãos espalmadas em meu peito. Tudo estava mais que perfeito, estávamos nos beijando mais que profundamente, e o gosto de sua boca era inebriante.
Minhas mãos iam descendo e as dela subindo, quando um rosnado ensurdecedor ecoou vindo da praia.
Só espero estar errado sobre esse rosnado.
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Esse é um dos capitulos que eu mais gosto.
ResponderExcluirTão Romantico.
Tão Poético.
E vem um Lobo-boca e estraga o clima
No proximo capitulo vou Zuar o Paul só pra ele larga mão de ser empata-foda.