- Edward? – eu o chamei e pareceu mais uma pergunta com minha voz insegura.
- Sim. – a voz dele parecia entalada na garganta.
- Como foi sua vida nos últimos anos? – como eu sou covarde! Porque não mandei a pergunta na lata? – parece que você tem uma grande e unida família.
Ele suspirou alto, parou o carro no acostamento e virou-se para mim. Segurando meu rosto entre suas mãos, a expressão dele era de quem iria cair no choro.
- Eu não devia ter te deixado anjo. Você foi transformada e é culpa minha, só minha. Devia ter sido mais forte, não ter me deixado abater, lutado pra ficar com meu amor. Eu fui fraco.
- Do que diabos esta falando? – eu me irritei – Acha que te culpo por eu ser uma vampira? – fiquei chocada com isso – Se Laurent não tivesse me transformado eu não estaria aqui. Se você não tivesse sido transformado, também não estaria aqui. Nada é culpa sua Edward. – deixei escapar um suspiro, na verdade eu quase bufei sem querer.
- Trocando de assunto então? – perguntou colocando meu sorriso torto favorito nos lábios. – o que quer falar amor?
“Amo você” – pensei claramente para que nada e nem um pedacinho da mensagem fosse esquecido.
“Eu esperei 99 anos para lhe dizer que te amo Isabella, agora, eternamente, como eu sempre quis” ele pensou em retorno.
Ele sustentou meu queixo com seu dedo puxando suavemente meu rosto. Quando estávamos a milímetros um do outro, nossa respiração sumiu, e ele terminou com o espaço entre nós, juntando nossos lábios.
Eu queria me chutar por não conseguir lembrar exatamente as sensações de beijá-lo. Nossos lábios libertaram-se, ainda bem que não precisamos respirar, pois eu não tinha nem o sinal de oxigênio em meus pulmões. Não que precisássemos, mas costume é uma porcaria que você nunca esquece.
Estávamos com as testas coladas, apenas nos olhando.
Tentei pensar em algo para dizer, mas tudo que senti foi um impulso insano para beijá-lo novamente, coloquei minha mão espalmada em seu rosto acariciando-o. Como se sentisse o mesmo que eu, ele repetiu meu movimento, e logo estávamos nos beijando novamente, mais profundo, menos inocente.
Edward passou sua mão por meus cabelos, e deixou-a em minha nuca, fiz o mesmo, sentindo a textura de seus fios em minha mão.
Não agüentando mais a leveza desse beijo, cedi inteiramente ao único homem que um dia me tocou dessa forma, e que sempre amei. Ele percebeu o que eu queria e logo aprofundou mais o beijo, meus lábios entreabriram-se e ele passou sua língua em meu lábio superior, como pedindo passagem, eu concedi. Logo estávamos nos beijando tão loucamente que senti algo explodir em meu peito, eu o quereria sempre, beijando-me, tocando-me. A nossa volta o carro balançou, ri mentalmente disso.
Sentir seu gosto era adocicado pra mim, e só me fez querer beijá-lo mais, coloquei minha mão novamente em sua nuca entrelacei meus dedos em seus cabelos de bronze, e o puxei para mim, e ele gemeu baixinho, o que por alguma razão me fez gemer também.
Uns dês ou quinze minutos depois, paramos, tínhamos de para alguma hora afinal. Ele me olhou nos olhos e sorriu como uma criança que ganha algo maravilhoso na noite de natal.
- Não sei se acredito que estou vendo você. Que estou beijando você.
- Amor – lhe olhei profundamente nos olhos – somos vampiros, podemos andar a luz do sol e sem virar pó. Eu moro numa casa cheia de vampiros, e a sua é bem mais cheia que a minha. Você já devia acreditar até na existência de extraterrestres, duendes e que Alec é o bom menino da minha família. A essa altura deveria acreditar em qualquer coisa. – eu ri da verdade contida no que disse.
- Senti falta da sua risada. – ele disse calmamente – Bella eu sei que não nos víamos desde 1918, mais se me lembro bem estávamos namorando, gostaria de continuar de onde paramos?
Eu sorri largamente. Meu leãozinho ainda me quer. Uhuu!!! GOL DO PELÉ.... {bizarro, que isso. Eu sou super normal. [;)]}
- Mais não poderá ser como em 1918. – eu disse e ele arregalou os olhos.
- Como assim? – ele pareceu-me bem confuso. Isso me fez rir de novo.
- Ora, Edward. Lembro-me vagamente do meu pai sentado entre nós no sofá de casa. Não acho que Laurent ou James pretendam fazer isso.
Rimos juntos. E ele voltou a dirigir. Não muito rápido, a apenas 210 km/h
- Temos de ir para minha casa, antes que resolvam vir até nós para saber o porquê da demora.
- Aposto que Alice já cuidou dessa parte.
- Como assim ‘já cuidou?’.
- Ela pode ver o futuro, baseado na decisão que é tomada. Quando decidi parar o carro, ela deve ter visto isso.
- É um poder legal. Como o nosso. Meu namorado é um leitor de mentes como eu! Incrível.
- Há! Como se isso fosse muito, você pelo menos parece controlar seu poder, já eu não consigo. E aquela coisa de mandar pensamentos? Como você faz isso? – ele perguntou-me.
- Não sei. Laurent assustava-se no começo, eu não conseguia me concentrar no que eu mandava. Às vezes eu lia a mente dele e mandava o que ele pensou de volta. – lhe disse. – eu tive de parar de tentar por uns três anos depois da minha transformação. Então conhecemos Jane, que já era vampira.
- Jane tem algum poder? – perguntou ele.
- Sim, mas ela não acha nada agradável, nem a pessoa em quem ela o usa. – eu contei lembrando-me da má sensação - Ela tem o poder de projetar dores em seu corpo, mais isso é um ataque mental, você pensa que seu corpo todo está em uma dor insuportável, mas é apenas uma ilusão.
- Mais ou menos como Jasper e Kate, num só vampiro. – ele comentou – Jasper pode controlar as emoções, faz com que você se sinta calma, ou ansiosa, ou com raiva, mesmo contra sua vontade, é impossível resistir. E Kate – ele continuo – ela pode infligir dor, mas física e não mental. É como uma descarga elétrica. Dói! – ele afirmou.
- Ela já fez isso em você? – fiquei chocada, imaginando qual seria o motivo.
- Eu pedi! – ele disse simplesmente – fiquei curioso e pedi que ela usasse a carga media pra me atingir, e sabe, não foi uma boa idéia.
- Ninguém nunca te disse que a curiosidade matou o gato? – eu perguntei, tentando ser engraçada.
- Sim, mais ninguém sabe o que o gato queria saber! – ele retrucou, como se ele estivesse certo.
Chegamos ao ponto da estrada em que seguia uma estrada unicamente usada para minha casa.
- Vire à direita. – eu o apontei para a estrada. – já estamos chegando.
Assim que entramos na estrada ele acelerou, o ponteiro do velocímetro chegou a 215 km/h, estávamos voando e não correndo.
- Eles chegaram! – comunicou Alice de dentro da casa.
- Finamente. Demoraram por que Bella? – perguntou Alec, maliciosamente sabendo que já conseguia escutá-lo.
- Alec Swan, deixe-a em paz. – disse Vic usando seu tom de maternal.
- Não enche Peter Pan. – eu disse, sabendo que ele não gostaria. – Vá brincar com a Sininho.
Edward estacionou na pequena área onde deixávamos os carros, em casos de emergência. Ficava em frente às árvores, e de costas à grande casa.
- Quatro andares? – ele perguntou saindo do carro e olhando a casa. Deu a volta e abriu minha porta. – sua casa é linda.
- Sim – eu disse. – mais são seis andares. Uma garagem subterrânea, e um porão abaixo da garagem. Onde guardamos coisas que são antigas e valiosas demais para ficar nos andares superiores.
- Tem medo que roubem. – ele perguntou rindo um pouco – vocês são seis! Vampiros! Não acho que alguém se atreveria.
- Não é com pessoas de fora que me preocupo. – informei – É com Alec, James e Laurent. Quando eles juntam-se para as brincadeiras deles, não fica muita coisa em pé por onde eles passam.
- Mentira. – disseram dois dos acusado de dentro da casa. E Emmett riu dissimuladamente.
Subimos a varanda de mãos dadas, as balançando entre nós. Isso parecia tão normal, como se sempre tivesse sido assim.
Abri a porta e vi a casa exatamente como estava ontem de manhã. Mobiliada. Tudo estava lá, mais em um esquema de decoração bem arquitetado.
- Esme é um gênio da decoração, Bella. – disse Victoria sentando-se no braço da poltrona preta de couro onde James estava – eu gostei! – ela sorriu.
- Ficou perfeito. Obrigada Esme. – eu disse.
- Não é preciso agradecer, eu faço isso o tempo todo em minha casa. – ela foi modesta, sorrindo calorosamente.
Ela olhou para o ponto onde nossas mãos estavam entrelaçadas e ainda balançando.
Alice e Jane estavam juntas em um sofá antigo – que foi de minha família – próximas a grande janela.
Alec e Emmett tinham o mesmo tipo de mente, onde tudo era força, competições de força e suas esposas torcendo por eles durante competições de força. Tão infantis.
Esme estava sentada ao lado de Carlisle e de frente para Laurent, que agora estava conversando distraidamente com Irinia. Em sua mente ele estava totalmente encantado pela vampira. Interessante. Nunca o vi assim por alguém.
Eles resolveram (Graças a Deus) nos ignorar, cada um centrado em suas conversas e descobertas sobre as duas famílias.
Então nós poderíamos conversar e saber de tudo ou qualquer coisa que tínhamos perdido um do outro, qualquer detalhe por mais insignificante que fosse.
Ele só pode ter lido meus pensamentos.
“Vamos sair daqui, antes que eles resolvam nos dar atenção.” – ele pensou.
Lembrei que havia um parque de diversões temporário em Port Angeles. Eu não consegui ir até lá antes, já que estávamos nos mudando e tudo tinha de ser calculado, nada deveria sair errado.
Isso iria ser parecido com nosso primeiro e ultimo encontro romântico no circo viajante brasileiro em 1910.
Assim, puxei Edward pela mão e corremos pela sala, passamos ao lado de Alice e Jane, e as duas sorriram na união em algo que estavam tramando.
Não queria perder tempo verificando suas mentes exageradamente femininas.
Saímos pelos fundos da casa, passando pelo lindo jardim dos fundos, e corremos lado a lado até próximo ao lago, onde Edward me surpreendeu levantando-me e me colocando em seu colo como um bebê, aumentou a velocidade, e pulou velozmente para o outro lado, fiquei intrigada por isso.
- Sabe, eu poderia muito bem ter ido mais rápido e pulado sozinha! – afirmei a ele, que riu abertamente. – o que é tão engraçado Edward?
- Eu só não queria que sua linda fantasia de chapeuzinho vermelho sofresse algum dano, amor! – ele me fitou do capuz até as botas, e se eu pudesse corar estaria mais vermelha que o capuz. – você está mais linda que nunca. – ele disse suavemente.
Coloquei minha mão em seu peito e ele me colocou sobre meus próprios pés. Minha mão permaneceu onde estava e ele passou a mão pelo meu braço e entrelaçou sua mão com a minha livre.
Queria sentir o sabor de seus lábios novamente, mas não queria falar, eu queria fazer.
Levei minha mão de seu peito até seu rosto e ele fechou os olhos e sorriu.
“Não sei se um dia a saudade que sinto de você vai passar, meu anjo.” – pensou ele.
“Teremos tempo para cuidar disso, meu amor.” – respondi, com sinceridade.
Ele abruptamente me puxou pela cintura, colocou seu rosto em meus cabelos soltos e colando nossos corpos bem juntos numa mistura e de sensações que me fizeram confusa.
- Por favor, Anjinho, pode repetir? – ele perguntou, deixando-me mais confusa ainda.
- Teremos tempo para cuidar disso? – dessa vez minha afirmação mais pareceu uma pergunta.
- Não isso. O que você disse depois. Pode repetir? – ele disse, colocou sua testa na minha e manteve os olhos fechados e um leve sorriso no rosto.
Compreensão me atingiu quando entendi do que ele falava.
- Eu te amo! – contei a verdade mais pura do universo. “Sempre vou amá-lo. Meu lindo leão.” – pensei.
Ele terminou com a distância entre nós e me beijou urgentemente, sua mão não soltou a minha nem por um instante, nenhum de nós respirava mais, senti o laço do capuz desfazendo-se e o mesmo caindo ao chão, mas não estava ligando pra isso.
Eu ligava para o fato mais importante que Edward disse-me a seguir.
- Nunca mais vou deixá-la longe de mim, nunca! Não quero te perder, não vou a lugar algum sem meu anjo ao lado! Digo que eu amo você, mais o que sinto ninguém, em lugar algum, sentiu por alguém. É tão forte que até dói. – não gostei de saber que ele sente dor – e fico feliz com essa dor, não sou masoquista, mas só de te olhar, sinto de novo a dor. Mas darei as boas vindas a cada vez que ela chegar. Por que é um sinal que você está aqui – ele me apertou mais em seu braço – junto a mim. Promete ficar? Promete ficar junto a mim?
- Sempre que me quiser! – respondi sem pensar.
- Sempre vou querer-te! Eternamente! – nos beijamos novamente. Depois seguimos para Port Angeles.
CONTINUA...
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
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AI TO AMANDO A ESTÓRIA....QRIA ER ESSE LEÃOZINHO TBMMMMMMMM *SÓ A BELLA TEM UGH, RAIVA DELA*
ResponderExcluirTÁ TÃO FOFO LINDA....TO LOKA P/ SABER O Q ELES VÃO FZR? COMO VAI SER O ROMANCE? E MT +
BJO E POSTA +++++, GARANTO REVIEWS EM TODOS CAPITULOS *-*
P.S: TINHA ENVIADO 1 COMENT, MT MELHOR, + QUANDO ENVIEI Ñ SEI O Q HOUVE E Ñ APARECEU...